OPÇÃO NUCLEAR JÁ É
CONSENSO NO MUNDO
Apesar da indecisão do Brasil quanto à opção nuclear, na contramão do resto do mundo, o fato é que a energia nuclear se apresenta como
solução inquestionável.
O surgimento dos reatores modulares de pequeno porte, concebidos originalmente para eletrificar instalações industriais, produzir calor e abastecer localidades remotas são mais um fator positivo à opção nuclear. Independentemente de questões políticas, a questão climática e a geração de energia têm de ser equacionadas urgentemente. E seja qual for o cenário de evolução até 2050, certamente vai incluir um forte aumento da capacidade nuclear instalada no mundo, superior a 50% no cenário mais conservador, prevê a Agência Internacional de Energia - AIE.
Atualmente, mais de 70 gigawatts de novas capacidades nucleares estão sendo construídos no mundo, representando um dos níveis mais altos nos últimos 30 anos, destaca a Agência no relatório intitulado "O caminho para uma nova era para a energia nuclear". O documento aponta que a produção de eletricidade de origem nuclear já subiu para 2.742 TWh em 2023 e que a tendência se manteve em 2024, com 2.843 TWh.
Para 2025, a previsão é de alcançar 2.900 TWh, o que representará cerca de 10% da produção elétrica mundial. Em 2023, havia mais de 410 reatores em operação em cerca de 30 países. Dos 52 reatores iniciados no mundo desde 2017, 25 são de concepção chinesa.
Em novembro, o Brasil sediará a cúpula climática, a COP30, no Pará, durante a qual todos os países deverão apresentar seus planos para reduzir as emissões até 2035. A expectativa é que a energia nuclear esteja contemplada nos planos brasileiros com novas unidades, sejam reatores de
grande porte ou SMRs.